A China reagiu à inclusão da montadora chinesa de carros elétricos BYD em uma lista pública de empregadores flagrados com trabalho análogo à escravidão. A lista, divulgada pelo governo brasileiro, expõe 169 empresas e pessoas físicas.
A inclusão de um nome nessa relação ocorre após a conclusão de um processo administrativo, sem possibilidade de recurso. As empresas e indivíduos listados permanecem com essa marcação por um período de dois anos.
A saída da chamada “lista suja” do trabalho escravo depende da regularização da situação perante a Justiça do Trabalho e da comprovação de que não houve novas infrações durante o período de vigência. O governo atualiza a relação semestralmente.
A reação chinesa foi divulgada por meio de seu ministério das Relações Exteriores. Em nota, o porta-voz afirmou que a China sempre apoia os direitos legítimos dos trabalhadores e se opõe a qualquer forma de trabalho forçado.
A empresa BYD, que tem expandido agressivamente suas operações no mercado brasileiro de veículos elétricos, ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. A montadora é uma das líderes globais no setor de eletrificação.
O caso levanta questionamentos sobre as práticas trabalhistas em toda a cadeia de suprimentos da indústria de tecnologia e veículos. Especialistas em direito trabalhista afirmam que a lista é um instrumento de transparência e pressão para mudanças de conduta.
A legislação brasileira define trabalho análogo ao escravo por condições como jornada exaustiva, servidão por dívida, trabalho forçado e condições degradantes. As penas para os responsáveis podem incluir multas e ações criminais.
