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Após vídeo de Michelle, esposa de Flávio Bolsonaro defende senador

Por Giro das Notícias · · 2 min de leitura
Após vídeo de Michelle, esposa de Flávio Bolsonaro defende senador
flavio fernanda bolsonaro 1

Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), saiu em defesa do marido após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicar um vídeo acusando o enteado de desrespeito por telefone.

"Como esposa, eu escolho olhar para aquilo que vejo todos os dias: um homem leve, respeitoso, carinhoso, restaurado e um pai dedicado às nossas duas filhas", escreveu Fernanda no X, antigo Twitter.

Na noite de quinta-feira, 25, Michelle divulgou um vídeo em suas redes sociais. Ela afirmou que Flávio a "maltratou" em um telefonema depois que ela se posicionou contra uma aliança da família Bolsonaro com Ciro Gomes (PSDB) na disputa eleitoral do Ceará.

"Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", relatou Michelle na gravação.

A ex-primeira-dama disse ainda que não aceita a aliança com "um homem que é contra o maior líder da direita". Segundo ela, o acordo do PL do Ceará com Ciro Gomes preteriu sua aliada Priscila Costa, vereadora de Fortaleza.

Flávio Bolsonaro respondeu com uma nota pública. Ele afirmou que "nunca" desrespeitou Michelle. "Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai", declarou o senador. Para o pré-candidato a presidente, as discordâncias sobre acordos partidários são "naturais".

"Tenho absoluta convicção de que todos nós temos o mesmo objetivo: o melhor para o Brasil e nos livrar da esquerda", disse o filho "01" de Bolsonaro. Em resposta, Michelle afirmou que "não tem raiva de ninguém".

O episódio expõe divergências internas na família Bolsonaro em relação a alianças políticas. A discussão ocorre em meio à preparação para as eleições municipais e estaduais de 2024, onde o PL busca ampliar sua base de apoio em estados como o Ceará. A aliança com Ciro Gomes, ex-integrante do PDT e crítico histórico do governo Bolsonaro, gerou reações negativas entre setores mais conservadores do partido.

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