A polícia de São Paulo informou que o pai do homem preso por se passar por médico também exerceu a profissão ilegalmente. As investigações apontam que ele atuava sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e aplicava procedimentos em pacientes.
De acordo com as autoridades, o pai do falso médico já havia sido denunciado anteriormente por exercício ilegal da medicina. Ele teria realizado consultas e prescrições de medicamentos sem a devida formação. A polícia agora investiga se os dois atuavam juntos em esquemas de falsificação de documentos.
O caso ganhou repercussão após a prisão do filho, que foi flagrado aplicando injeções em uma mulher na rua, em Mogi das Cruzes. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que ele realizava o procedimento. A vítima, que não teve a identidade revelada, passou mal e precisou ser socorrida.
O hospital particular onde o falso médico trabalhava também é alvo de investigação. A unidade de saúde, localizada na zona sul de São Paulo, afirmou que contratou o homem com base em documentos apresentados por ele. A polícia suspeita que os papéis eram falsificados.
Investigação em andamento
A polícia cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados à família. Os agentes procuram por equipamentos médicos, receituários e documentos que possam comprovar a atuação ilegal dos dois homens. Até o momento, ninguém foi preso além do falso médico.
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo emitiu uma nota informando que acompanha o caso. A entidade reforçou que o exercício da medicina sem registro é crime e pediu que a população denuncie situações suspeitas. O falso médico preso pode pegar até seis anos de prisão.
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas. A polícia acredita que os dois homens podem ter atuado em outras cidades da região metropolitana de São Paulo. O caso foi registrado como exercício ilegal da medicina e falsificação de documentos.
