Você começa a relação já esperando o término? Mude esse hábito

mulheres com problema de relacionamentoMuita gente começa um namoro pensando no futuro casamento, refletindo sobre ter ou não filhos etc. Entretanto, há quem entre numa relação imaginando o fim dela. Repetição de padrões, traumas sofridos e experiências passadas, medo de sofrer, foco na profissão e baixa autoestima podem ser o motivo disso.

Listarei as possíveis causas desse hábito e mostrarei como mudar este cenário.

Traumas

Quem viveu já teve experiências ruins e até traumatizantes tem medo de passar por tudo aquilo que viveu anteriormente. Diante disso, acaba se entregando pouco à relação e sem se esforçar para que o relacionamento dê certo. O psicólogo Yuri Busin, doutor em neurociência do comportamento e diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental – Equilíbrio (CASME) afirma que, “a pessoa adota esse método de defesa para não sofrer tanto quando o novo relacionamento acabar”. Então, a melhor saída é sinceridade, revelando ao parceiro (a) os sentimentos e angústias. “Os parceiros não são iguais nem se comportarem da mesma forma”, continua Yuri.

Estigma de perdedor

Em decorrência da trajetória de vida, dos romances vividos ou até mesmo nas relações familiares desde a sua infância, é possível que a pessoa mantenha um padrão a ser seguido. Quase como um script de perdedor, numa condição de inferioridade. Assim, pensa que todo relacionamento será um total fracasso e culmina se autossabotando. Segundo Luiz Francisco Jr., psicólogo e professor da Fadisp, “a primeira necessidade é a pessoa se conscientizar e refletir sobre isso. Na maioria das vezes, vai precisar de um acompanhamento terapêutico, a fim de encontrar uma nova configuração e conseguir quebrar o script que traçou para ela mesma e ter chance de ser bem-sucedida no próximo relacionamento”.

Crenças limitantes e baixa autoestima

A sexóloga Virginia Gaia afirma que grande parte do problema pode ser a vivência em uma sociedade machista. Existe um condicionamento de que o homem é quem escolhe o par. “Assim, desenvolve uma sensação de que precisa agradar sempre. E isso vai criando um monstro dentro dela, pois se os relacionamentos nunca dão certo, começa a se enxergar como não sendo boa o suficiente e vai achar que sempre o par vai abandoná-la”, diz a sexóloga. A autoestima despenca. Virginia diz que a solução é mudar esse mindset, num processo de autoconhecimento e autonomia. “É uma mudança de postura, assumindo que ela é personagem principal da própria história”, complementa.

Carreira é mais importante

O desejo de focar na carreira profissional deixando de lado as conquistas pessoais acaba por autossabotar o relacionamento. A melhor forma de identificar se isso é o fator desencadeante é o autoconhecimento, segundo Heloísa Capelas, especialista em inteligência emocional e diretora do Centro Hoffman. Heloísa diz que é preciso apostar no que se tem de melhor, ser uma pessoa positiva, saber identificar os erros e se libertar das crenças limitantes. Diz ela:

“Só conseguimos dar ao outro aquilo que já temos para nós mesmos, o que quer dizer que só podemos oferecer amor se, dentro de nós, houver amor-próprio suficiente”

Rápido demais

Hoje, as pessoas trocam de relacionamento muito rápido, isso pode ser explicado pelo pouco comprometimento das pessoas, argumenta William Ferraz, especialista em neurolinguística e diretor do Instituto Ideah.

“Percebemos que a duração dos relacionamentos é cada vez menor, já que as pessoas buscam o tão propagado ‘felizes para sempre’. Entretanto, na maioria das vezes, elas não se entregam realmente a isso”

Portante, entregue-se como se fosse o primeiro (a)!

Padrões emocionais de repetição

Sabe aquela pessoa “dedo podre”?  Isso se dá graças à repetição de padrões de comportamento. Assim, é possível prever que o relacionamento terá um fim como todos os outros. “Todos os nossos padrões são repetidos a partir das informações que ‘aprendemos’ na nossa infância. Precisamos identificar os gatilhos que disparam esses padrões para poder desconstruí-los”, afirma Alexandre Pedro, psicanalista, master practitioner de PNL e hipnoterapeuta. O ponto inicial é criar uma lista do que considera importante numa relação, como:

  • O que ele (a) precisa ter? (qualidades e comportamentos essenciais)
  • O que ele (a) não pode ter? (defeitos ou características que você não aceitaria numa relação)
  • Quais os plus? (quais características extras vêm como um bônus?)

Fazendo isso. é mais fácil estabelecer um parceiro por quem você almeja numa relação “perfeita”.