O novo presidente da Hapvida, Lucas Adib, apresentou a investidores um plano de recuperação para a empresa que ele classifica como uma estratégia de “guerrilha”. A abordagem foi detalhada durante a primeira teleconferência do executivo com o mercado desde que assumiu o cargo.
Segundo Adib, a companhia vai adotar ações diferentes em cada região do país, de acordo com o cenário competitivo local. A ideia é adaptar a atuação da Hapvida para enfrentar concorrentes específicos em cada mercado, em vez de aplicar uma estratégia única para todo o Brasil.
O novo CEO afirmou que a empresa precisa ser mais ágil e agressiva em regiões onde a concorrência é mais forte. Em locais com menor pressão competitiva, a abordagem será diferente, focada em manter a rentabilidade.
A Hapvida enfrenta um momento difícil, com pressão do mercado e desafios financeiros. A mudança na liderança e o novo plano são vistos como uma tentativa de reverter a situação da operadora de saúde.
Pressão do mercado
O anúncio do novo plano acontece em meio a cobranças de investidores por resultados mais sólidos. A Hapvida vem enfrentando problemas como aumento da sinistralidade e dificuldades para controlar custos.
Adib substituiu o fundador Jorge Pinheiro no comando da empresa. A troca na presidência foi interpretada pelo mercado como um sinal de que os controladores buscam uma gestão mais profissionalizada para enfrentar a crise.
A estratégia de “guerrilha” mencionada pelo CEO indica que a Hapvida pretende ser mais flexível e adaptável, mudando táticas conforme a necessidade de cada praça. A empresa não deu detalhes específicos sobre quais medidas serão adotadas em cada região.
O mercado reagiu com cautela às declarações de Adib. Analistas aguardam os próximos passos da companhia para avaliar se o plano será eficaz para estancar as perdas e recuperar a confiança dos investidores.
